terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

supresa... Agora todos os dias, trechos da obra, em breve, lançamento...

Esta obra tem como finalidade, divulgar e contar a história dos nordestinos q padecem com a seca.

A noite chega, assim como chega o vento na fresta da janela... devagarinho! palpitando por entre as fileiras do milho que aos poucos seca por nã haver chuva... Tudo é sertão, tudo é tristeza, tudo é escravidão...
Ó Deus, tende piedade desse povo capenga, dessa gente que mal sabe aonde vai. dessa gente que padece, em busca dum pedaço de chão. Mãe nêga lamenta a falta da chuva que não cai desde o dia de reis.
- Boa noite cumade?
- Cadê cumpade Jiló? Pergunta Moçotonho.
- Jiló foi lá na capoeira, ver se consegue tocar fogo nas coivaras de jurema, daqui a pouco ta de vorta.
Dá procê me arranjar o pé-de-bode do cumpade? É que tô cariceno de levantar uma ceica na chapada, as vaca veia tão arrombano tudo. Ô bicho medonho! exclama o capataz de seu Anástacio. Taí, na mala de couro, pegue aí home.

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